Brasil precisa evitar que Bolsonaro articule ação como invasão do Capitólio nos EUA, diz diretora da HRW

Para diretora, as instituições brasileiras precisam zelar para que Bolsonaro não incentive ataques nos moldes da invasão do Capitólio, após derrota de Trump. A ação terrorista da extrema-direita contra o Capitólio nos EUA completa um dia 06 de janeiro.  As investigações resultaram no indiciamento de 727 seguidores de Trump. Cerca 30 já foram condenados e estão presos. Mas o chefe fascista Donald Trump continua impune.

Com Brasil 247

As instituições brasileiras, como o Judiciário e o Congresso, devem estar alertas para evitar que Jair Bolsonaro articule ataques à democracia como foi a invasão do Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, após a derrota de Donald Trump, dise a diretora da ONG HRW (Human Rights Watch) no Brasil, Maria Laura Canineu, em entrevista ao UOL.

“A sociedade civil brasileira, a comunidade internacional e as instituições precisam continuar vigilantes para que não aconteça aqui o que aconteceu nos EUA com a invasão ao Capitólio”, alerta ela.

No dia seguinte ao ataque ao Capitólio, Bolsonaro disse a apoiadores que algo pior pode acontecer no Brasil —ele condicionou o fato à manutenção das urnas eletrônicas. “Se nós não tivermos o voto impresso em 2022, uma maneira de auditar o voto, vamos ter problema pior do que nos Estados Unidos”, ameaçou.
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A ONG lançou um relatório mundial hoje e dedica um grande espaço no documento para falar sobre violações aos direitos humanos no Brasil. Segundo a HRW, Bolsonaro atentou sistematicamente contra as instituições democráticas, o sistema eleitoral e a liberdade de expressão ao longo de 2021.

Bolsonaro em 07 de janeiro de 2021, questionou a eleição da qual saiu vitorioso, Bolsonaro disse: “Aqui no Brasil, se tivermos o voto eletrônico em 22, vai ser a mesma coisa. A fraude existe. Aí a imprensa vai falar: ‘Sem provas, diz que a fraude existe’. Eu não vou responder esses canalhas da imprensa mais, tá certo? Eu só fui eleito porque tive muito voto em 18”.

Na sequência do ataque ao sistema eleitoral do Brasil, Bolsonaro foi além. Pouco mais de 12 horas depois das cenas da invasão do Congresso dos Estados Unidos, o presidente brasileiro se permitiu fazer uma previsão em tom de ameaça: “Se nós não tivermos o voto impresso em 22, uma maneira de auditar o voto, nós vamos ter problema pior que os Estados Unidos.” Disse ele em reportagem do G1.

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Com informações do Brasil 247

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