Petrobrás anuncia novo aumento no preço dos combustíveis para amanhã e líder dos caminhoneiros crítica

Gasolina terá alta de 4,85% e diesel de 8,08% e povo conformado fica esperando milagre para continuar abastecendo seus veículos – “Está ficando inviável trabalhar”, crítica líder dos caminhoneiros Isac de Oliveira depois de ser anunciado o primeiro reajuste dos combustíveis do ano.de 2022

Por Redação

A informação que a Petrobrás fez nesta terça-feira (11) que elevará mais uma vez os preços da gasolina e do diesel a partir de quarta-feira (12). Veio como presente amargo para os brasileiros, o preço médio da venda da gasolina para as distribuidoras deverá passar de R $3,09 para R $3,24 por litro, o que representa um aumento de 4,85%. O diesel vai subir de R $3,34 para R $3,61 por litro, alta de 8,08%.
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É o primeiro reajuste de 2022 que , após 77 dias sem aumentos, a partir de amanhã 12/01/2022, fará ajustes nos seus preços de venda de gasolina e diesel para as distribuidoras. Com essa medida, como todos já sabem, toda cadeia produtiva será impactada com reajustes e inflação. Os últimos aumentos ocorreram em 26/10/2021 e, desde então, os preços praticados pela Petrobras para a gasolina foram reduzidos em R $0,10/ litro em 15/12/2021, e permaneceram estáveis para o diesel.

A partir de amanhã, 12/01, o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R $3,09 para R $3,24 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina. Para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R $2,26, em média, para R $2,37 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R $0,11 por litro.

Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R $3,34 para R $3,61 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 10% de biodiesel e 90% de diesel. Para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R $3,01, em média, para R $3,25 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R $0,24 por litro.

Para a estatal, esses ajustes são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da própria Petrobras de derrama lucros e mais lucros na conta dos seus acionistas que estão pouco se lixando com quem pode ou não usar seus produtos e seus sucessivos impactos.

Dessa forma, a Petrobras reitera seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado abusivo, acompanhando as variações para cima e para baixo, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos, das volatilidades externas e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais.

A sociedade ficou estarrecida com essa política de preço dos combustíveis que veio desde que o conselheiro golpista Michel Temer assumiu o governo no pós golpe de 2016. Bolsonaro só está seguindo o mesmo padrão de empobrecimento, descaso e falta de governabilidade com o Brasil. Desta forma “Está ficando inviável trabalhar”, denunciou o caminhoneiro Isac de Oliveira, um dos líderes dos caminhoneiros que criticou a primeira alta do ano anunciada pela Petrobras para esta quarta-feira.

Segundo declarações para a revista Veja, os motoristas estão saturados com a escalada de preços dos combustíveis e o primeiro aumento do ano é um presente amargo do governo que já sinalizou que não pretende mudar a política da Petrobras e até agora não fez aceno para reduzir a pressão sobre esse grupo de trabalhadores.

De acordo com ele, os caminhoneiros estão reduzindo a extensão das suas viagens para diminuir os gastos com combustíveis a fim de garantir alguma margem de lucro, já que o preço cobrado pelo frete não acompanha na mesma velocidade os reajustes da Petrobras. “Está ficando inviável trabalhar, cada vez mais. Estamos resistindo porque dirigir é a única coisa que sabemos fazer”, afirmou Isac de Oliveira que é presidente da Associação Fluminense de Transporte de Carga.

Com informações do Brasil 247/Veja

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