Mundo tem 2,9 milhões de casos de covid-19 em 24h. ‘Vacina é única forma de conter a ômicron’, diz OMS

Variante ômicron se dissemina em velocidade recorde e vacinação é o único meio de frear o vírus e impedir surgimento de cepas mais agressivas, com descontrole no contágio, ainda que as vacinas sirvam de “barreira” para casos mais graves, pode acarretar no surgimento de novas variantes

RBA –A variante ômicron do coronavírus segue em trajetória de crescimento em todo o mundo. A última semana foi de recordes de casos diários. Somente nesta sexta-feira (7), mais um foi batido, com 2,9 milhões de novos casos de covid-19 no mundo. Assim, o planeta já registrou média superior a 2,1 milhões de casos por dia desde o último sábado, primeiro dia do ano. Diante da escalada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a única saída agora é ampliar a vacinação. “Vacinar 70% da população mundial é o único meio de conter a variante ômicron”, afirmou, em nota, a entidade.
covid-19 no mundo

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Fonte: Our World In Data (Nosso Mundo em Dados)

De acordo com especialistas da OMS, a variante parece afetar mais o trato respiratório superior. Isso provocaria, em teoria, quadros mais leves. Entretanto, é cedo para afirmar. Enquanto isso, é necessário manter cuidados como uso de máscaras, distanciamento social, além de acelerar a imunização em todo o mundo. “Enquanto não existem dados suficientes disponíveis para dizer se a variante Ômicron é menos grave do que outras cepas , a vacinação segue como única solução para dar fim a pandemia”, disse.

O descontrole no contágio, ainda que as vacinas sirvam de “barreira” para casos mais graves, pode acarretar no surgimento de novas variantes. “Em meio à intensa mistura social, no contexto de uso limitado de medidas comprovadas de saúde pública, no contexto de cobertura vacinal limitada globalmente… essas são as condições que permitirão que qualquer variante, qualquer vírus, prospere. A ômicron está tirando vantagem disso, e a delta também”, disse à rádio BBC a epidemiologista sênior da OMS, Maria Van Kerkhove.

Desigualdade e vacinação

Maria observou que Londres foi uma cidade atingida “com força” pela variante ômicron. Ela destacou o papel positivo das vacinas neste cenário. “Taxas de hospitalização estão cerca de 20% mais baixas agora do que em 2020, antes que as vacinas estivessem disponíveis. Portanto, a mensagem principal é: se você for vacinado, você está protegido, mas se você for vulnerável ou se não tiver sido vacinado, a Ômicron – por mais leve ou suave que seja para outros – pode atingir você com muita força. Vacinação é crítica”, disse.

O epidemiologista da OMS Abdi Mahamud ressalta que “o desafio não tem sido a vacina, mas a vacinação das populações mais vulneráveis”, já que o vírus “se replica em um ambiente superlotado, não ventilado e não vacinado”. Por isso, os especialistas cobram maior agilidade na distribuição global de vacinas. Mais de 100 países não devem atingir a marca de 70% da população imunizada até julho, o que preocupa a entidade. “O apelo da OMS por igualdade de vacinas não é novo e ocorre quando muitos países ricos consideram oferecer uma quarta vacina contra o coronavírus para suas populações”, finaliza.

País caminha para novo pico

O Brasil já vive nova onda de casos de covid-19, a exemplo que já se vê em todo o mundo. Os números já são ruins, mas tendem a piorar caso se resolvam os problemas com apagão de dados e baixa testagem. Estados registram superlotação no sistema de saúde. Nesta sexta-feira (7), o país registrou 63,3 mil casos de covid em 24 horas, com mais 181 mortes.

São Paulo, por exemplo, maior polo de contaminações do país, já viu triplicar o número de profissionais de saúde afastados por contrair covid, segundo o g1. A estimativa já prevê que os de casos de síndrome gripal com confirmação de contágio pelo novo coronavírus podem duplicar em relação ao pico de abril do ano passado. Além disso, a baixa vacinação aponta também para uma explosão de casos de gripe. As filas em unidades de saúde chegam a seis horas. Até mesmo consultas por teleatendimento enfrentam congestionamento.

Os municípios pedem ajuda ao governo federal para conseguir implementar respostas recomendadas por comitês de especialistas. Entre elas, acelerar a vacinação, ampliar a capacidade de atendimento, teleatendimento e testagem em massa, criar pontos emergenciais de atendimento de pessoas com sintomas de gripe. Além disso, é preciso melhorar a estrutura de comunicação para orientar a população.

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