Guedes corre para vender Correios e Petrobrás e diz que as duas empresas podem ficar “irrelevantes”

Sem conseguir fazer a economia decolar, ministro Paulo Guedes defende a privatização das estatais alegando que estas empresas estão se tornando “irrelevantes” por mudanças no processo produtivo global, enquanto isso brasileiros pagam alto preço nos combustíveis enrolando-se em bola de neve assustadora do endividamento, inflação e fome.

Com Brasil 247

Segundo informações da Agência Reuters desta quarta-feira 01, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo precisa avançar em sua agenda de privatização sob o risco de perder apoio, já que foi eleito com essa plataforma, pontuando que os Correios têm o risco de virar uma empresa irrelevante em dois, três anos, bem como a Petrobras. Sobre os Correios, o ministro afirmou que grandes varejistas já estão, neste momento, investindo em seus próprios negócios de logística. Já sobre a Petrobras, ele afirmou que o mundo inteiro está indo em direção à economia verde.

Segundo o ministro, o país não está conseguindo tirar petróleo do chão na velocidade necessária para erradicar a miséria. Ele também pontuou que não faz sentido o BNDES carregar uma carteira de ativos, e que esses recursos seriam melhor empregados em investimentos públicos como ferrovias e rodovias. De acordo com Guedes, durante a próxima campanha à Presidência o governo irá trabalhar nesses temas, buscando acabar com a pobreza pela “transformação do capital público”. No momento só transforma fome e miséria pois sabe-se que o ministro mente.

Recentemente a Petrobrás entregou sua segunda maior refinaria do Brasil a fundo dos Emirados Árabes. O Grupo Mubadala Capital criou uma empresa chamada Acelen para gerir a Landulpho Alves (Rlam), que a partir de agora passa se chamar Refinaria de Mataripe que fica na Bahia. A refinaria que é a segunda maior do Brasil com capacidade de processar 333 mil barris de petróleo por dia, estava avaliada entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões, mas foi entregue pela Petrobrás por apenas US$ 1,8 bilhão. Localizada no município baiano de São Francisco do Conde, a refinaria representa 14% da capacidade total de processamento de petróleo do país. Seus ativos incluem quatro terminais de armazenamento e um conjunto de oleodutos que interligam a refinaria e os terminais totalizando 669 km de extensão.

Petroleiros protestam

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) anunciou que fará um ato de protesto contra a venda da Rlam. Segundo o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, a manifestação acontece nesta sexta-feira (3), às 7h30, na Rlam. “Além de trabalhadores e trabalhadoras da refinaria, haverá representações das centrais sindicais, de outros sindicatos, movimentos sociais e lideranças políticas locais, para dizer não à privatização do sistema Petrobrás como um todo”, disse Bacelar.

O coordenador da FUP disse ainda que a categoria não descarta uma greve nacional. “A greve nacional dos petroleiros, que está sendo organizada pela FUP junto aos sindipetros, será discutida e deliberada em assembleias da categoria, que serão realizadas até o dia 19 de dezembro. Estamos alertando ao Governo Federal que caso Bolsonaro tenha a audácia de entregar um projeto de privatização da Petrobrás ao Congresso Nacional, ele enfrentará a maior greve da história da categoria petroleira. Nós estamos prontos para este enfrentamento, porque não estamos defendendo só os nossos empregos, estamos defendendo a soberania energética, a soberania nacional”, afirmou.

Entreguismo repercute no Twitter:

Com informações do Brasil 247

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