Senado cancela sessões após atos golpistas de Bolsonaro

Decisão foi comunicada aos senadores na noite deste 7 de setembro, a reação política contra atos antidemocráticos pode ter sido um tiro no pé do desesperado presidente que não tem mais que 25% do voto dos brasileiros, ficando assim, apenas com apoio de fanáticos que fazem qualquer bobagem para defende-lo.

Com Revista Fórum

A presidência do Senado Federal, comandada por Rodrigo Pacheco (DEM-MG), anunciou na noite desta terça-feira, 7 de setembro, o cancelamento de todas as sessões deliberativas remotas e as reuniões de comissões previstas para os dois próximos dias. O anúncio acontece após os fracassados atos golpistas promovidos pelo presidente Jair Bolsonaro.

Informações obtidas pela Fórum apontam que os senadores foram comunicados agora à noite sobre a decisão. Segundo a agenda do Senado, estavam programadas duas sessões deliberativas no plenário e duas reuniões de comissões, do Meio Ambiente e da Covid-19.

Decisão acontece após Bolsonaro elevar ainda mais o tom contra o STF mesmo com o fracasso das mobilizações de seus apoiadores, que tiveram entre 5% e 6% do público esperado em Brasília e São Paulo. O presidente disse que não mais respeitará as decisões do ministro Alexandre de Moraes. A situação acirrou os ânimos no Congresso e o impeachment voltou a ser assunto.

José Genoíno, ex-deputado e ex-presidente do PT, disse em entrevista à TV Fórum nesta terça que a oposição tem que fazer uma “obstrução selvagem” para garantir a abertura de processo de impeachment. “Ou bota o impeachment pra votar ou vamos fazer obstrução selvagem. Obstrução selvagem é a que não vota nada. Se for necessário, compra uns apitos, faz barricada no Salão Verde…”, afirmou.

Enquanto o PSDB anuncia que irá debater em sua Executiva sobre a possibilidade de um impeachment, partidos do centrão, como Solidariedade e MDB, estariam recorrendo às bancadas para saber o que fazer. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), já se antecipou e disse apoiar a investida. O PSD de Gilberto Kassab deve ir pelo mesmo caminho. A oposição, que também foi às ruas nesta terça no Grito dos Excluídos, pressiona pela queda do presidente.

“Os atos de hoje mostram que o presidente só consegue dialogar com a sua claque e não é isso que se espera de alguém que deva liderar o país. Bolsonaro, definitivamente perdeu as condições de governar e recuperar a economia e o país. Só restam duas alternativas para Bolsonaro depois do dia de hoje: renúncia ou impeachment! Como ele não é capaz deste gesto pela nação, cabe ao Congresso conduzir o processo de impeachment”, disse o senador Jean Paul Prates (PT-RN), líder da Minoria no Senado.

Panelaços também  explodiram nesta terça em diversas capitais.

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