Lula fará pronunciamento à Nação na véspera da tentativa de golpe de Bolsonaro

Ex-presidente, que seria presidente hoje se não fosse a fraude judicial que elegeu Jair Bolsonaro, fará um pronunciamento à Nação às 19h

247 – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que hoje seria presidente pela terceira vez se não tivesse sido alvo de fraudes judiciais que impediram sua candidatura em 2018, fará um pronunciamento à Nação, nesta segunda-feira, às 19h. É um movimento importante, que ocorre na véspera da tentativa de golpe contra as instituições planejada por Jair Bolsonaro. Confira o tweet de Lula e reportagem a respeito da crise institucional:

Reuters – O presidente Jair Bolsonaro disse em uma publicação no Twitter nesta segunda-feira que a Constituição garante a todos os cidadãos brasileiros, inclusive os integrantes do governo federal, o direito de participar das manifestações convocadas pelo presidente para a terça-feira, feriado do Dia da Independência.

“Independência está associada à LIBERDADE. Assim sendo, também no escopo dos incisos XV e XVI, do art. 5° da nossa CF, a população brasileira tem o direito, caso queira, de ir às ruas e participar dessa nossa data magna EM PAZ E HARMONIA”, escreveu o presidente no Twitter.

“O mesmo se aplica a todos os integrantes do Poder Executivo Federal que não estejam de serviço. Que a liberdade individual seja a máxima nesse marcante evento de nossa soberania.”

Bolsonaro tem apostado suas fichas nos atos de 7 de setembro como uma demonstração de força e apoio popular, num momento em que tensiona cada vez a relação com o Poder Judiciário, especialmente os ministros Alexandre de Mores e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), alvos de ataques constantes do presidente.

O presidente participará pela manhã da manifestação em Brasília, onde discursará e poderá ter a seu lado alguns de seus ministros, e promete vir a São Paulo à tarde, para participar pessoalmente no ato marcado para a Avenida Paulista, onde deve fazer um discurso mais longo.

No sábado, Bolsonaro defendeu a participação de policiais militares nos protestos de 7 de setembro, embora a legislação proíba a participação de PMs da ativa em manifestações políticas, e garantiu que não recuará de suas posições.

Além disso, o presidente voltou a aventar a possibilidade de uma ruptura caso o Judiciário não reveja atitudes que, em sua visão, prejudicam o país.

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