“Paulo Guedes deveria andar na rua para ver a pobreza”, diz Persio Arida, ex-presidente do Banco Central (RESUMO GH)

O economista diz que, além das ameaças golpistas, há também o risco de volta da inflação. Enquanto isso, Boulos do PSOL, diz que ameaças de 7 de setembro devem ser levadas a sério.

Com Brasil 247

Cinco anos do golpe de estado de 2016, apoiado por neoliberais, o economista Persio Arida falou, em entrevista a Miriam Leitão, da destruição ocorrida e dos novos riscos que rondam o País. “Nosso Estado foi destruído e mal tratado, olha o que aconteceu com o Ibama, o que está acontecendo com a Ciência e Tecnologia”, afirma.

Persio também alerta para o risco de se deixar a inflação aumentar e chama a atenção para o avanço da pobreza. “Paulo Guedes devia andar na rua e não precisa ser em bairros pobres”, pontua. “Havia quem acreditasse que Bolsonaro encontrou Paulo Guedes na estrada de Damasco e se converteu. Foi um engano extraordinário. Bolsonaro votou contra o Plano Real, defendeu a tortura, disse que Fernando Henrique tinha que ser fuzilado porque privatizou a Vale, por que de repente acreditaram que ele defenderia o liberalismo? Paulo Guedes tem uma parte nisso. Ele criou uma narrativa e acreditou nela, a de que todos os problemas anteriores derivavam de ele não estar no governo. Foram dois erros: as pessoas não se perguntaram quem era Bolsonaro, nem quem era Paulo Guedes. Quiseram acreditar numa miragem. Uma miragem perigosa”, disse ele.

Diante da queda de apoio social e com as investigações chegando a seu círculo mais próximo, Jair Bolsonaro opera uma famosa formação reativa freudiana: converte medo em agressividade, escreve Guilherme Boulos na Folha de S.Paulo.

“Se tem medo de perder as eleições, ameaça cancelar o pleito. Se tem medo de ir para a cadeia, chama a polícia e o Exército para suas aventuras golpistas. O problema é que, ao sempre dobrar a aposta, Bolsonaro não tem mais ponto de recuo. Ou vai ou racha”, escreve o líder do MTST.

“As ameaças bolsonaristas precisam ser levadas a sério. Há pouco tempo, quando falávamos de risco de golpe, a resposta era um sorrisinho de canto, como quem se deparasse com ingênuas teorias conspiratórias. Bolsonaro se encarregou de mostrar de que lado estava a ingenuidade. Seu discurso tem eco em setores das Forças Armadas e das polícias militares”.

Com tantas ameaças ditas de maneira explicita, todo cuidado é pouco contra ameaça golpista que teve inicio em 2016 com o golpe “branco” que tirou do poder o PT e a primeira presidenta mulher da historia do Brasil. Para a ex-presidenta, o que acontece hoje é um desdobramento de tudo que ocorreu no Brasil durante sua injusta derrubada. A ameaça bolsonarista é explicita e pode ser crucial para destruição do estado democrático brasileiro.

Foto: PT Oficial

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