Milionário, empresário Mário Gazin oferece custear quem for a ato bolsonarista no dia 7 de setembro

A manifestação pede o afastamento de membros do STF e quer pressionar o Congresso a aprovar o voto impresso, fato este já vencido na Câmara. Alguns apoiadores da greve, dentre eles militares, estão chamando os manifestantes bolsonaristas a invadir a sedes dos Poderes, Mas a PF está na mira dos movimentos e financiamentos dos devidos atos.

Com Brasil 247

Fundador da rede de lojas de varejo Mário Gazin ofereceu custear a viagem de quem aceitar protestar em favor de Jair Bolsonaro em Brasília no dia 7 de setembro. A manifestação pede o afastamento de membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e quer pressionar o Congresso a aprovar o voto impresso para 2022, o que foi rejeitado pela Câmara dos Deputados.

Alguns apoiadores da greve, dentre eles militares, estão chamando os manifestantes bolsonaristas a invadir o STF e o Congresso. Um comandante da Polícia Militar (PM) de São Paulo foi afastado pelo governador João Doria (PSDB) após convocar a manifestação.

Em vídeo nas redes sociais, o empresário milionário indica que pagará o ônibus de quem se dispor a fazer a viagem, que sairá da sede da empresa no interior do Paraná. O faturamento da empresa já superou os R$ 4 bilhões no último ano.

Mas é importante saber que a Policia Federal está investigando possíveis interferência financeira do governo federal em atos de 7 de setembro. Segundo Caio Junqueira, da CNN Brasil, investiga o nível de participação do Palácio do Planalto na organização e financiamento de manifestações marcadas para o próximo 7 de setembro em apoio a Jair Bolsonaro.

Em dois depoimentos à Polícia Federal na sexta-feira (20) prestados por alvos da operação deflagrada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, delegados da PF questionaram os motivos dos encontros dos envolvidos com integrantes do alto escalão do governo Bolsonaro.

Marcos Antonio Pereira Gomes, caminhoneiro conhecido como Zé Trovão, foi questionado sobre encontros que teve com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e com o ministro do Turismo, Gilson Machado, além de reuniões no Palácio do Planalto. “Que ao ser perguntado sobre viagem para Brasília, no dia 9 de agosto, de Marcos Antônio Pereira. Gomes, juntamente com Turíbio Torres, Sergio Bavini (nome artístico Sergio Reis). Eduardo Araújo e Juliano da Silva Martin com que ficaram hospedados no hotel Golden Tulip, na qual houveram (sic) encontros com o assessor especial da Presidência da República Mozart Vianna, com o ministro do Turismo Gilson Machado, com os deputados federais Nelson Barbudo e Hélio Lopes e com o ministro Augusto Heleno, respondeu que o propósito dessa viagem era organizar o que iria acontecer em Brasília no dia 07/09/2021, e que tais encontros foram casuais: Que o declarante esteve no Palácio do Planalto em reunião para tratar de assunto afeto à classe dos caminhoneiros; Que não foi discutido o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal com essas autoridades; Que não se encontraram, casualmente, com outras autoridades, além daquelas citadas acima; Que não sabe quem financiou os gastos de deslocamento, hospedagem e alimentação desse grupo de pessoas em Brasília”.

Investigadores também queriam saber sobre o responsável pelo financiamento do movimento. “Que não tem conhecimento do valor arrecadado pelo movimento ‘7 de setembro’ até a presente data; Que não sabe a destinação dada aos valores arrecadados pelo movimento, com exceção de passagem aérea comprada em nome do declarante, que tinha origem em Curitiba e destino em Rondônia; Que não houve aporte de dinheiro público para os fins do movimento em questão; Que não sabe o motivo para a coleta de dinheiro de particulares para financiar o movimento ser transferido para uma chave PIX ligada à Coalizão Pró-Civilização Cristã; Que não sabe os nomes dos responsáveis pelo financiamento (confecção de cartazes, faixas, camisetas, transporte de populares, comunicação, gasolina, aluguel de cozinha comunitária c banheiros químicos etc.) do movimento que pretende destituir os ministros do Supremo Tribunal Federal;”.

Zé Trovão e o empresário Turíbio Torres, também alvo da operação da PF de sexta-feira, indicaram a Aprosoja como possível financiadora dos atos. “Que perguntado se o declarante participou, no dia 12 de agosto de 2021, de uma reunião juntamente Marcos Antônio Pereira Gomes – ZE TROVÃO, Sergio Bavini (nome artístico Sergio Reis), Eduardo oliveria Araújo e o presidente da APROSOJA, Antônio Galvan, na sede dessa associação, em Brasília, respondeu o declarante que não participou da reunião, mas almoçou na sede da associação APROSOJA; Que perguntado sobre os assuntos tratados nessa reunião, o declarante informa que foi o apoio da APROSOJA apoiando o movimento “7 de setembro” com alimentos”.

Os delegados ainda questionam sobre a participação específica da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) nas conversas sobre os protestos. “Que ao ser perguntado sobre menção de que a deputada Carla Zambelli lidera um movimento ‘próprio’, mas que também está apoiando o movimento “7 de setembro”, respondeu que o tipo de apoio dado pela referida parlamentar é ideológico, já que a Deputada acredita que o movimento é democrático e respeita a Constituição; Que perguntado se a referida Deputada é favorável a destituição dos ministros do Supremo Tribunal Federal, respondeu que não, mas é favorável ao impeachment deles”.

O advogado Levi de Andrade, representante dos dois depoentes, disse que seus clientes participaram de reuniões somente casuais em Brasília.

Heleno, que se encontrou com Zé Trovão, declarou: ‘já estive com alguns caminhoneiros em encontros fortuitos. Jamais conversei sobre paralisações ou manifestações. Foram sempre conversas apolíticas e apartidárias mostrando a importância da categoria e o esforço de vários setores do governo em apoiá-los e atender suas demandas”.

Gilson Machado alegou que se encontrou com alguns dos organizadores dos atos de maneira casual enquanto almoçava em um restaurante em Brasília. Carla Zambelli se definiu como divulgadora, e não organizadora das manifestações de 7 de setembro.

Com informações da CNN/Brasil 247

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