Randolfe Rodrigues: “Única forma de Bolsonaro não ser preso é ser reeleito”. Acompanhe

Vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe diz que Bolsonaro deve ser enquadrado em diversos crimes cometidos na pandemia

Por Paulo Donizetti

A TVT e o Grupo Prerrogativas recebem o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe participa do Prerrô na TVT numa semana de intensa atividade da comissão, em que depoentes enrolados com negócios suspeitos abusaram do direito de ficar calados e de não responder nem mesmo questões que não poderiam incriminá-los. Porém, a documentação em poder da CPI é farta em evidências de irregularidades e os próximos dias têm ainda muitas questões a serem levantadas em torno das investigações. A CPI terá até novembro para apresentar relatório em que serão apontados crimes comuns e crimes de responsabilidade cometidos ao longo da pandemia do novo coronavírus por autoridades da República. A começar pelo presidente Jair Bolsonaro, mas que devem alcançar também diversos agentes públicos, empresas e pessoas físicas.

“Bolsonaro tem de ser a enquandrado em diversos crimes cometidos na pandemia”, afirma o senador, que cita charlatanismo, epidemia, falsificação de documento público e corrupção passiva. Por isso, avalia Randolfe, o presidente engrossa o discurso golpista contras as instituições da República e tenta desqualificar precocemente o processo eleitoral. “Assim, o desespero assola o presidente da República. O únco jeito de ele não ser preso é ser reeleito em 2022.”

O senador avalia ainda que o procurador-geral da República, Augusto Aras, responsável por forte blindagem a Bolsonaro, deverá ser fortemente questionado em sabatina no Senado. Aras será ouvido na terça (24) pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Isso porque Bolsonaro, depois de ignorar novamente lista tríplice apresentada pelo Ministério Público, quer reconduzir o procurador-geral a mais dois anos de mandato.

Acompanhe o programa

Randolfe Rodrigues é líder da oposição ao governo Bolsonaro no Senado e senador mais votado da história do estado do Amapá nas eleições de 2010. É professor, graduado em História, bacharel em Direito e mestre em políticas públicas pela Universidade Estadual do Ceará. Foi deputado estadual por duas vezes, eleito em 1998 e em 2002, então pelo PT, que deixou em 2005 para filiar-se ao Psol. Em 2010, foi eleito o mais jovem senador daquela legislatura, tendo obtido a maior votação da história do Amapá: mais de 200 mil votos. Depois, em 2015, filiou-se à Rede Sustentabilidade. Em 2018, foi reeleito senador com mais de 264 mil votos, a segunda votação mais expressiva do Brasil e a maior do Amapá.

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