Francisco Maximiano, dono da Precisa, vai à CPI após quatro adiamentos. Assista

Francisco Maximiano entrou na mira da CPI da Covid após denúncia de que teria pressionado Saúde a acelarar compra da Covaxin, supostamente superfaturada

RBA – O sócio-proprietário da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, será ouvido pela CPI da Pandemia nesta quinta-feira (19), a partir das 9h30. A empresa é suspeita por participar de irregularidades ao intermediar as negociações entre o Ministério da Saúde e o laboratório indiano Baraht Biotech. O depoimento de Maximiano já foi adiado por quatro vezes. A primeira tentativa para ouvi-lo ocorreu em 23 de junho, mas os advogados avisaram na véspera que ele estava em quarentena, após retornar da Índia. Em 1º de julho, Maximiano conseguiu um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). Já 14 de julho, a CPI optou por dar continuidade ao depoimento da diretora-técnica da empresa, Emanuela Medrades, inconcluso na véspera. Por fim, na oitiva marcada para 4 de agosto, o empresário pediu novo adiamento porque estava na Índia.

Antes do depoimento de Francisco Maximiano, a CPI da Covid pode votar 183 requerimentos, entre eles, pedido de convocação dos diretores do FIB Bank Garantias. Além disso, deve pedir a quebra de sigilo fiscal e financeiro de responsáveis por sites que teriam disseminado informações falsas durante a pandemia. E, ainda, os senadores podem votar pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Morais para que compartilhe relatórios de análise relativos à desinformação no contexto da pandemia. Isso porque Morais é relator do inquérito sobre fake news na Corte.

Entre os alvos da CPI responsáveis por propagação de informações enganosas estão os sites Instituto Força Brasil, Renova Mídia, Terça Livre, Jornal da Cidade Online, Conexão Política, Crítica Nacional, Senso Incomum, além de uma série de perfis em redes sociais.

Já FIB Bank Garantias entrou no radar da comissão após o depoimento do advogado da Precisa Medicamentos, Túlio Silveira. Como intermediadora do contrato para aquisição da vacina indiana Covaxin com o Ministério da Saúde, a Precisa ofereceu uma “carta de fiança” à Pasta, usando o banco. Os integrantes da Comissão querem ouvir os diretores da instituição, Roberto Pereira Ramos Júnior e Luiz Henrique Lourenço Formiga, para esclarecer possíveis irregularidades no processo.

Francisco Maximiano e a Precisa entraram na mira da CPI após denúncia do servidor da Saúde Luiz Ricardo Miranda, de que fora pressionado para acelerar a compra. Seu irmão, o deputado Federal Luiz Miranda (DEM-DF), também depôs na comissão e reforçou que o governo se omitiu ante as denúncias. Ambos disseram ter avisado Bolsonaro sobre a movimentação suspeita e a suposta fraude na contratação entre Saúde e Biotech, mas contrato só foi foi cancelado em julho, depois e vir à tona na CPI.

A Comissão pode votar, ainda, um pedido para que o Presidente do STF, Luiz Fux, compartilhe informações sobre processos nos quais seja réu o deputado federal, Ricardo Barros. O parlamentar, que passou a ser considerado investigado pela CPI, teria sido envolvido no caso de um suposto esquema de corrupção na compra da vacina Covaxin, pelo Presidente Jair Bolsonaro, de acordo com denúncia apresentada pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF).

A Precisa Medicamentos é sócia de outra empresa, a Global Saúde, acusada de não ter cumprido contrato fechado com o Ministério da Saúde para fornecer remédios de alto custo. Além disso, o empresário Francisco Maximiano teria usado suas empresas para transações fajutas envolvendo carros de luxo em Brasília, com a finalidade de lavar dinheiro.

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