Carestia faz metalúrgicos de São Paulo incluírem ‘vale-gás’ na pauta de reivindicações

Enquanto a inflação oficial cresce e esbarra nos 10% ao ano, custo do gás de botijão sobe quase 30%, em média

Por Vitor Nuzzi

A inflação crescente no país, que não dá sinal de arrefecer, fez o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes (Força Sindical) acrescentar um “vale-gás” à pauta de reivindicações de sua campanha salarial, que começa nesta segunda-feira (16). Por causa disso, a nova direção da entidade decidiu antecipar a campanha. Formada por 120 mil trabalhadores, a categoria tem data-base em 1º de novembro.

Usado como referência em negociações salariais, o INPC-IBGE está acumulado em 9,85% em 12 meses, até julho. Dessa forma, no mesmo período, o gás de botijão soma alta de 29,44%, em média. Além do gás, outro item básico, a energia elétrica, atinge 19,33%. Sem contar produtos de alimentação consumidos no dia a dia, como o arroz (aumento de 39,04% em 12 meses) e feijão preto (18,51%) ou fradinho (51,33%).

Assim, segundo o sindicato, a pauta incluirá reposição salarial, aumento real, manutenção das cláusulas da convenção coletiva e ampliação de benefícios. Com isso, a reivindicação de “vale-gás”, diz a entidade, terá como base “valores encontrados atualmente no mercado. Trata-se de uma questão emergencial, afirma o presidente do sindicato e da central, Miguel Torres, diante da falta de um governo “sério, responsável e competente”.

Pandemia e desemprego

“O Brasil se aproxima de 600 mil mortes por covid, o desemprego atinge mais de 14 milhões de brasileiros, outros milhões estão na informalidade, no trabalho precário e no desalento, o custo de vida não para de crescer, o preço dos alimentos, da energia elétrica e do gás disparou e cada vez mais temos pessoas nas ruas em situação de risco social, sem moradia digna, passando frio e fome”, afirma o dirigente. “Exigir o ‘vale-gás’ é uma das formas que encontramos para evitar que a carestia também coloque em risco social os trabalhadores e trabalhadores de nossa categoria.”

Por sua vez, na base estadual dos metalúrgicos da CUT, que inclui o sindicato do ABC, as negociações já estão em andamento. Nesse caso, a data-base é em 1º de setembro, e as conversas são feitas por bloco econômico. Assim, os sindicalistas incluíram uma cláusula que vincula contratação e vacinação contra a covid.

Via Rede Brasil Atual

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