Caso Davati: CPI da Covid ouve intermediador Helcio Bruno. Assista

Tenente-coronel, chefe do Instituto Força Brasil, é apontado como intermediador de reunião de vendedores com Ministério da Saúde

Por Felipe Mascari

A CPI da Covid ouve, nesta terça-feira (10), o tenente-coronel da reserva e presidente do Instituto Força Brasil, Helcio Bruno de Almeida. O militar é apontado por representantes da Davati como intermediador de um encontro entre eles e o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, coronel Élcio Franco.

Helcio Bruno é apontado pelo representante da empresa Davati Medical Supply no Brasil, Cristiano Carvalho, como responsável por marcar a reunião com o secretário-executivo da pasta, a pedido do reverendo Amilton Gomes de Paula, diretor da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah).

Acompanhe o depoimento desta terça:

Naquela época, a Davati tentava vender ao ministério supostas 400 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca e o encontro no Ministério da Saúde, segundo Carvalho, aconteceu em 12 de março deste ano e contou, além dele próprio, com Franco, Hélcio, Amilton, o revendedor da Davati Luiz Paulo Dominghetti, dois coronéis da cúpula do ministério — Marcelo Bento Pires e Cleverson Boechat.

O caso da Davati e o Ministério da Saúde é importante de ser investigado. Segundo Dominghetti, o então diretor de logística da pasta, Roberto Dias, pediu propina de US$ 1 por dose em jantar em 25 de fevereiro. À CPI, Dias negou ter feito o pedido e diz que não cometeu nenhuma irregularidade.

Instituto Força Brasil

Durante seu depoimento aos senadores, Cristiano Carvalho relatou que, ele e Dominghetti, foram buscados no aeroporto de Brasília por um advogado do Instituto Força Brasil com alguns funcionários da Senah. Em seguida, foram levados à sede do Força Brasil.

Logo depois, os representantes seguiram para a reunião no ministério. “Quando eu cheguei ao Élcio Franco através do Instituto Força Brasil, eu percebi que eles (Franco e funcionários próximos) desconheciam qualquer tipo de atividade quanto à compra de vacinas pelo Roberto Dias”, disse Carvalho à CPI da Covid.

O instituto se declara “sem fins lucrativos” com o objetivo de “fazer frente à hegemonia da esquerda como participante do poder, bem assim ao crime organizado nas instituições”. Segundo o representante da Davati, o Instituto Força Brasil foi o “braço” que a Senah usou para chegar “frente a frente” com Élcio Franco. No final das contas, nenhum contrato foi fechado, mas a CPI apura o papel dos intermediadores no caso e, especialmente, se houve mesmo pedido de propina por parte de Dias.

Convocação

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia concedeu a Hélcio Bruno o direito de ficar em silêncio e não produzir provas contra si, mesmo após a defesa dele entrar com pedido de habeas corpus no tribunal. No entanto, o militar não poderá silenciar sobre os demais questionamentos e a ministra também negou pedido para que Hélcio pudesse faltar ao depoimento.

O requerimento de convocação de Hélcio Bruno é assinado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Em seu pedido, o parlamentar destaca que o militar fez parte das negociações com a Davati e lembra que Hélcio é investigado pela CPMI da Fake News.

*Com informações do UOL

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