Governo Bolsonaro faz “inspeção prévia” em manifestações irritado com seus limites constitucionais

Acusado por denúncias de corrupção e alvo de um inquérito no STF, Jair Bolsonaro vem evitando ser visto ao lado de faixas e cartazes defendendo a intervenção militar ou com ataques às instituições, ele quer estabelecer limites ao judiciário que tem o papel supremo de interpretar a constituição

Com Brasil 247

Com o governo cada vez mais acuado em função das denúncias de corrupção e em meio a uma crise com o Judiciário, a equipe de Jair Bolsonaro vem realizando inspeções prévias nas manifestações em que o ex-capitão estará presente. O objetivo é evitar que ele seja visto ao lado de faixas e cartazes com ataques às instituições e pedidos de intervenção militar. A participação de Bolsonaro em atos antidemocráticos é alvo de um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Por isso que ele parou (de ir), hoje vai uma turma antes e olha, se tem (bandeira com pedido de intervenção) manda abaixar. No meio da multidão tem sempre um cara que é radical”, disse o ministro das Comunicações, Fábio Faria, em entrevista a um podcast, de acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

A participação de Bolsonaro em atos antidemocráticos e as constantes ameaças aos Poderes Legislativo e Judiciário, além da divulgação de fake news, resultaram na abertura de um inquérito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cuja relatoria está sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes. Nesta terça-feira, porém, ele voltou à carga ao afirmar que os demais Poderes da República precisam ter “limite”.

Bolsonaro afirmou na terça-feira (20) que cada Poder “tem que saber seu limite” e criticou nominalmente o Judiciário, com quem mantém atritos constantes. “Cada Poder tem que saber que tem limite. Eu tenho limite, por que o Judiciário não pode ter limite? Tem que ter limite também. E a mesma coisa no tocante ao Legislativo. O importante é a gente manter a harmonia entre nós, o que não é fácil”, disse Bolsonaro em entrevista à rádio Itatiaia, de acordo com O Globo.

A declaração foi feita uma semana após ele acusar sem provas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de fraudes eleitorais, além de defender o voto impresso. Bolsonaro teve uma reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, em que ficou acertado um encontro entre os chefes dos três Poderes. A reunião, porém, foi desmarcada porque Bolsonaro foi internado.

“Quem propôs aquela data foi o ministro Fux. Eu estou à disposição, a partir de agora, em havendo possibilidade, a participar. Essas reuniões, já tivemos reuniões no passado parecidas com essa, são para a gente acertar os ponteiros, trocar umas ideias”, disse Bolsonaro ao ser indagado sobre o assunto. Pena que parece coisa de louco de quem se faz, pois, entra de um lado do ouvido e sai pelo outro.

Com informações do 247

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