Bolsonaro e Fux sobre indicação de Mendonça para o STF

André Mendonça, atual Advogado-Geral da União e ex-ministro da Justiça, é visto como o ministro “terrivelmente evangélico” a ocupar o STF, conforme prometido para base bolsonarista. Mendonça pode-se também o chamar de terrivelmente anticristão ou bajulador.

Com Brasil 247

Jair Bolsonaro avisou nesta terça-feira (06) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, a intenção de indicar André Mendonça, atual Advogado-Geral da União e ex-ministro da Justiça, para vaga do atual decano da Corte, Marco Aurélio Mello, segundo informou a CNN. Esse termo em geral já nos deixa terrivelmente assustado com o que pode acontecer com o futuro STF.

Mendonça é visto como o ministro “terrivelmente evangélico” a ocupar o STF, conforme prometido para base governista. Só não se pode prever o que alguém com esse perfil possa interessar para o STF e o judiciário como um todo, pelo menos uma coisa ele sabe fazer bem,  puxar o saco do patrão, pessoa assim teria mais aceitação para ser jurado de algum programa do Silvio Santos.

Segundo a CNN, “o gesto mostra uma mudança de estratégia do presidente na relação com o presidente do STF”, pois “na indicação do então desembargador Kassio Nunes Marques ao STF, Bolsonaro deixou Fux fora das conversas que antecederam a decisão”. Sabe-se que Fux não é eternamente presidente do STF, como muito menos Bolsonaro presidente eterno do Brasil, então pra quê esse “mimimi” com Fux? Tudo passa, as pessoas passam e o STF tende a ficar.

Tentando entender o termo temos. “Terrivelmente” é o advérbio de modo do adjetivo “terrível”, que tem origem na palavra latina “terribilis”, que quer dizer “pavoroso, medonho, horrendo”. Também em português, “terrível” quer dizer “aquele que infunde ou causa terror; assustador, temível”, que “produz resultados funestos”, “muito ruim, de má qualidade, péssimo”. Por associação de ideias, designa também o “invencível”, o “ameaçador”. Pode até haver algum sentido positivo para a palavra, mas, ainda assim, ligado à ameaça. Ao empregar essa palavra, seus admiradores o imaginam a destruir os adversários. Disse Reinaldo Azevedo do Uol.

E continua; Dissesse um “nomearei um evangélico”, e a impropriedade já estaria dada. E não em razão da religião do escolhido, mas da suposição de que a convicção religiosa tomará o lugar dos postulados do direito. Mas ele não quer apenas um evangélico. Imagina o seu escolhido não com a toga do equilíbrio, que é o sentido da Justiça, mas com a espada do anjo vingador contra os adversários. E os vingadores sempre são terríveis porque querem causar terror, assustar, infundir medo. E por que seria assim? Porque também o Brasil seria, segundo o presidente, “é laico, mas é terrivelmente cristão”. Trata-se de uma lição aprendida pelo avesso. A frase certa é outra. “Brasil é laico, mas profundamente cristão” é só um paradoxo que apela ao absurdo. Diz o jornalista que deixo aqui para que os leitores tirem suas conclusões ou deixem sem conclusão alguma, só pensando na cara do Fux e dos outros 10 ministros do STF e a fragilidade de jurídica e teológica de um pastor.

Charge: O Correspondente

Com 247/Uol/CNN

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