Folha aponta vários crimes de Bolsonaro e cobra decisão de Arthur Lira sobre impeachment

Em mais um movimento das elites, jornal diz que deputado não pode sentar sobre os pedidos de impeachment de Jair Bolsonaro, que já cometeu dezenas de crimes e ameaça golpear de vez a democracia

Com Brasil 247

Assim como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso passou a falar em impeachment, um outro instrumento das elites, o jornal Folha de S. Paulo, passou a cobrar o presidente da Câmara, Arthur Lira, a decidir sobre os pedidos de impeachment contra Jair Bolsonaro, que já cometeu dezenas de crimes de responsabilidade e cuja presença na presidência da República representa um insulto para o Brasil e os brasileiros.

“No curto prazo, o que resta é instar Arthur Lira (PP-AL) a deixar de lado o cinismo e dar satisfação à sociedade sobre gravíssimas acusações contra o presidente Jair Bolsonaro dormentes em seu gabinete. Essa pilha com mais de uma centena de petições não respondidas cresceu nesta quarta-feira (30) com a apresentação de uma extensa peça condensando diversas acusações de crime de responsabilidade. A iniciativa, que reuniu políticos de esquerda, centro e direita, lista uma impressionante quantidade de ofensas, por parte de Bolsonaro, à Constituição e à Lei 1.079, de 1950, que regula o impeachment”, escreve o editorialista.

“A negligência com o direito à saúde da população, a participação em atos antidemocráticos, a incitação ao descumprimento de leis, as interferências abusivas em instituições de Estado, as invectivas contra o Supremo Tribunal Federal, o levantamento de suspeitas infundadas de fraude eleitoral e os múltiplos atentados ao decoro exigido para o exercício do cargo configuram razões jurídicas abundantes para iniciar o processo de responsabilização presidencial”, avança o editorialista.

“O presidente da Câmara também reclamou mais materialidade nos pedidos de impeachment —talvez espere uma confissão pública de culpa do chefe do governo”, ironiza ainda o jornal. “Que Lira coloque seus argumentos em papel oficial, como é sua obrigação, e dê-se ao trabalho de refutar as imputações contra Bolsonaro. A procrastinação interesseira não serve ao país, só a quem mercadeja apoio a presidente fraco.”

Se a regra no Estado democrático de Direito é evitar concentração demasiada de poder em funções singulares, algo não corre bem quando a responsabilização do chefe de Estado, nos crimes punidos com cassação do mandato, depende absolutamente do arbítrio do presidente da Câmara dos Deputados.

A solução para o futuro, como já defendeu esta Folha, é o estabelecimento de prazo legal para que o deputado incumbido de presidir a Casa delibere sobre os pedidos de impeachment, seja para negar a instalação do procedimento, seja para aprová-la. Qualquer decisão estaria sujeita a ser revertida por maioria absoluta do plenário. diz o jornal Folha Uol.

Veja lista de pedidos de impeachment de presidentes:

Com informações do Jornal Folha/Agência Pública

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