Delegado que fez buscas contra Salles perde função de chefia na PF

A informação é da jornalista Bela Megale de O Globo que segundo fontes da PF, a decisão de tirar Perazzoni da função de chefia foi da própria Superintendência do DF e não da direção-geral do órgão.

Por Redação

O delegado da Polícia Federal Franco Perazzoni foi dispensado, na última quinta-feira, da função de chefe da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros do Distrito Federal. O afastamento aconteceu menos de um mês depois de ele chefiar a operação que fez buscas em endereços do ministro do Meio Ambiente, informou Bela Megale de O Globo.

Esse afastamento aconteceu menos de um mês depois de ele chefiar a operação denominada de Akuanduba, a operação  apura se o ministro atuou em favor de madeireiros que exportaram matéria-prima de maneira ilegal. O delegado, apesar da decisão, continua à frente da investigação envolvendo Ricardo Salles.

A remoção do delegado da função de chefia foi vista por grande parte de seus pares como uma represália pela investigação contra Salles. De acordo com fontes da PF, a decisão de tirar Perazzoni da função de chefia foi da própria Superintendência do Distrito Federal e não da direção-geral do órgão.

Não é a primeira mudança na PF ligada a ações contra o ministro do Meio Ambiente. Um dia após apresentar uma noticia-crime contra Salles no Supremo Tribunal Federal, o superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, foi afastado dessa função e removido para Volta Redonda (RJ). Não se sabe de onde vem tamanha interferência de Salles junto ao governo Bolsonaro.

E abril deste ano o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) prorrogou por mais 90 dias o inquérito que investiga supostas interferências do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. O caso foi iniciado pela Procuradoria-Geral da República em 2020, depois que o ex-juiz e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro levantar a acusação contra o presidente.

O relator do caso era o ministro Celso de Mello que se aposentou do STF, na ocasião ele entendeu que os crimes supostamente praticados por Bolsonaro, conforme narrado por Moro, podem ser conexos ao exercício do mandato presidencial. Ele considerou que o inquérito não pode ser sigiloso, como forma de garantir o direito de liberdade de imprensa e o amplo acesso da população como revelou o site ConJur.

Com informações do  DCM

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