The Economist: ‘conduta de Bolsonaro é digna de impeachment e Congresso poderia fazer o trabalho’

Segundo a revista inglesa, Bolsonaro representa a maior ameaça à democracia brasileira desde o fim da ditadura militar e deixará como legado “um país danificado e dividido”, para escapar de mais problemas só com reformas profundas.

Com Brasil 247

A revista The Economist, uma das maiores publicações da Inglaterra, afirmou em edição desta semana que o Brasil está diante da maior ameaça à democracia desde o fim da ditadura militar e cobrou ação do Congresso Nacional pelo impeachment de Jair Bolsonaro.

“Em março, o Sr. Bolsonaro demitiu o ministro da Defesa, que segundo relatos recusou-se a enviar o Exército às ruas para forçar a reabertura dos comércios. Se perder a reeleição em 2022, alguns pensam que ele pode não aceitar o resultado. Ele lançou dúvidas sobre o voto eletrônico, assinou decretos para ‘armar o público’ e gabou-se de que ‘só Deus’ irá tirá-lo [do poder]”, diz a revista.

Na sequência, o texto cobra a saída de Bolsonaro do Palácio do Planalto. “Na verdade, o Congresso do Brasil poderia fazer o trabalho sem intervenção divina. A conduta dele provavelmente pode ser qualificada como digna de impeachment, incluindo crimes de responsabilidade como pedir as às pessoas para desafiar lockdowns, ignorar ofertas de vacinas e demitir autoridades para proteger os filhos”.  Quem herdar o Brasil de Bolsonaro, segundo a publicação, pegará “um país danificado e dividido”.

Segundo o The Economist, hospitais estão lotados, favelas ecoam com tiros e um recorde de 14,7% dos trabalhadores estão desempregados. Incrivelmente, a economia do Brasil está menor agora do que era em 2011 – e serão necessários muitos trimestres fortes, como o relatado em 1º de junho, para reparar sua reputação. O número de mortos no Brasil em covid-19 é um dos piores do mundo. O presidente, Jair Bolsonaro, brinca que as vacinas podem transformar as pessoas em crocodilos. Coisa que pra nós não é nenhuma novidade.

O declínio do Brasil foi chocantemente rápido. Após a ditadura militar de 1964-85, o país conseguiu uma nova constituição que devolvia o exército aos quartéis, uma nova moeda que acabou com a hiperinflação e os programas sociais que, com um boom de commodities, começaram a diminuir a pobreza e a desigualdade. Diz a revista britânico afirmando em sua reportagem que o sistema político brasileiro,  ajudou a conquistar a democracia,  precisa urgentemente de uma  profunda reforma e o congresso deve fazer sua parte.

Com informações do The Economist

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