Bolsonaro faz comício em terras indígenas da Amazônia e recebe criticas

Bolsonaro visita terras indígenas pela primeira vez como presidente em característica de campanha política, cercado por oficiais do Exército e um chefe indígena local. Bolsonaro, com um cocar na cabeça, assistiu a um ritual da comunidade local na Terra Indígena Balaio, onde inaugurou uma ponte já inaugurada e  sem mascara faz promessas e aglomera.

Por Redação

Em nota publicada em seu site, o PT questiona o evento. “Difícil afirmar que esse ato do presidente seja pautado pelas boas práticas de gestão do dinheiro público e interesse social”. Segundo o partido, tem a ver com a exploração do Nióbio, “motivo de fixação” de Bolsonaro que na verdade reinaugurou a ponte Rodrigo e Cibele entre o município de São Gabriel da Cachoeira e a comunidade indígena Balaio, no estado do Amazonas, na fronteira com a Venezuela e a Colômbia.

Segundo informações, a ponte sobre o igarapé Yá-Mirim, já tinha side entregue pelo Exército em 2 de março deste ano. O metal Nióbio é usado para fortalecer o aço e em motores a jato e Bolsonaro tem regularmente mencionado seu valor em discursos sobre as riquezas inexploradas da Amazônia que o Brasil deveria explorar.

Bolsonaro também visitou a área da Terra Ianomâmi onde atualmente existe conflitos entre índios e garimpeiros, na ocasião os líderes ianomâmis lamentaram a visita do presidente à terra e reiteraram seus apelos ao governo para expulsar os garimpeiros. Alguns representantes ambientais e representante dos povos da região acusam o presidente de apoiar os garimpeiros.

“Não aceitamos a legalização de atividades mineradoras em nossas terras. Esta ação mineradora, entendemos que não trará beneficio satisfatório para nenhum de nós indígenas ianomâmis”, disseram lideranças ianomâmis em Maturacá, em carta enviada a Bolsonaro no dia 15 de maio.

A visita de Bolsonaro ocorreu um dia após garimpeiros que exploravam ilegalmente terras dos indígenas munduruku no Alto Tapajós, no Pará, dispararem contra uma comunidade munduruku e incendiarem a casa de uma liderança. O caso já tem repercussão internacional e foi duramente criticada pelo MPF nesta sexta-feira 28 de maio.

Em tom de campanha política ilegal, Bolsonaro faz aglomeração e coloca população indígena em risco (vídeo)

Com informações do Brasil 247

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