“Impressionante que Lula possa vencer ainda no primeiro turno”, diz Estadão, apavorado, sobre Datafolha

Após torcer por uma ilusória terceira via que graça a Deus não existe, o Estadão sinaliza que em uma “escolha difícil” – recauchutada como “o pior dos mundos” – em 2022, deve seguir ao lado do fascismo, sobre o cenário sombrio é só uma opinião de um jornal que infelizmente carrega seu lado capitalista, de extrema  direita e sem nenhum candidato oficial para apoiar.

Por Plinio Teodoro

Com ares de indignação e revolta, o Estadão prevê um “cenário sombrio” em editorial desta sexta-feira (14) em que comenta a mais recente pesquisa Datafolha que mostra o ex-presidente Lula (PT) com 41% e Jair Bolsonaro (Sem partido) com 23% no primeiro turno – o petista tem quase o dobro da soma dos candidatos pesquisados.

“A distância entre o líder petista e o presidente Bolsonaro já impressiona, mas é também impressionante o fato de que Lula possa vencer ainda no primeiro turno, pois está somente seis pontos porcentuais abaixo da soma de todos os demais candidatos apresentados (incluindo Bolsonaro)”, diz, apavorado, o jornal da família Mesquita, porta-voz de boa parte do PIB paulista.

Um dos principais apoiadores da Lava Jato e do golpe que depôs Dilma Rousseff (PT), o Estadão atribui-se a representação de todo o país ao dizer que “esse dado causa admiração especialmente porque Lula da Silva representa tudo o que o Brasil vem repelindo, eleição após eleição, desde 2016”.

A seguir, o jornal lista a série de frases feitas produzidas pelos veículos da imprensa liberal e repetidas à revelia por Jair Bolsonaro desde a campanha eleitoral.

“Recorde-se, porque aparentemente o País esqueceu, que Lula da Silva comanda com mão de ferro um partido que protagonizou os maiores escândalos de corrupção da história nacional”.

Por fim, o jornal aposta na quase ilusória “terceira via” – que vem sendo abandonada até mesmo pelo Globo e por FHC – para dizer que “há um imenso campo para que um candidato de centro”.

Antes, porém sinaliza que em uma “escolha difícil” – recauchutada como “o pior dos mundos” – em 2022, deve seguir ao lado do fascismo, com Bolsonaro.

Via Revista Fórum

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