Com medo da CPI, Alexandre Garcia apaga vídeos negacionistas do seu canal

Alexandre Garcia faz ‘faxina’ em seu canal do Youtube: 66 vídeos excluídos e 426 tornados privados. Apoiador do presidente Jair Bolsonaro, o comentarista defendeu e disseminou informações criminosas a respeito da pandemia e teme ser alvo da CPI da pandemia

Pragmatismo Político – Até a última terça-feira (4), o jornalista e comentarista da CNN Brasil Alexandre Garcia apagou 66 vídeos e escondeu outros 429 em seu canal do YouTube. Os conteúdos apresentavam uma visão negacionista sobre as vacinas da Covid-19 e também sobre a própria doença.

Somente na última terça-feira, 04, 61 vídeos foram apagados do canal do comentarista. Os assuntos principais do conteúdo deletado eram críticas ao lockdown e ao Supremo Tribunal Federal (STF), além de elogios ao “tratamento imediato/precoce” e ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As informações vêm sendo divulgadas nas redes sociais por Guilherme Felitti, fundador da Novelo Data, empresa de análise de dados com sede em São Paulo.

Na segunda-feira (3), o comentarista teria apagado outros cinco vídeos, dos quais dois continham teorias conspiratórias sobre a efetividade das vacinas da Covid-19 e outros três defendiam o tratamento precoce, com cloroquina e ivermectina. Entre os vídeos estariam os títulos: “o marketing que naturalizou uma vacina” e “o cruel pedido para banir tratamento de Covid”. No sábado passado, 1º de maio, o jornalista já havia tornado privado outros 429 vídeos de seu canal.

Segundo o perfil, os vídeos apagados e tornados privados já somam quase metade dos mais de 1.110 vídeos Garcia havia publicado no canal.

Desde o início da pandemia, Alexandre Garcia defende o tratamento precoce com a cloroquina, que já foi comprovado por pesquisadores que não não tem eficácia. O comentarista chegou a minimizar a Covid-19: “mais da metade morriam de qualquer de maneira”.

“Os americanos descobriram que só 6% dos mortos foram mortos exclusivamente pelo coronavírus. Os outros todos foram comorbidades, inclusive gente que já ia morrer. Essa é a realidade que a gente tem que considerar também. E fortalecer nossas defesas: vitamina D, zinco, eu me previno com a ivermectina, tem gente se prevenindo com a própria hidroxicloroquina. E a assim a gente vai tocando a vida. Viva a vida”.

Nas redes sociais do jornalista, ainda é possível encontrar as divulgações que ele fez dos vídeos na época em que os publicou, mas nenhum dos links está mais disponível para visualização.

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