Haddad prega boicote às marcas que apoiam o fascismo de Bolsonaro

“No Brasil, é obrigatório prestar atenção e se afastar das marcas que tentam normalizar Bolsonaro”, afirmou o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad

247 – O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad pregou um boicote de empresas que apoiaram Jair Bolsonaro na última eleição presidencial. O ex-presidenciável destacou a política genocida do governo federal que já levou mais de 400 mil vidas em decorrência da Covid-19. Bolsonaro é alvo de mais de cem pedidos de impeachment protocolados junto ao Congresso Nacional.

“A Volkswagen até hoje paga o preço de ter dado suporte ao nazismo. Hoje, no Brasil, é obrigatório prestar atenção e se afastar das marcas que tentam normalizar Bolsonaro. Não se senta à mesa com quem promove a morte”, escreveu Haddad no Twitter.

Em março, a Volkswagen suspendeu as atividades relacionadas à produção de todas as unidades nos estados de São Paulo e Paraná, por causa do agravamento da pandemia no Brasil.

Outras fabricantes como Renault, Mercedes-Ben e Nissan também haviam anunciado a paralisação de atividades.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontou em levantamento que 29 das 58 fábricas de veículos instaladas no país estão paradas.

Estatísticas

Na plataforma Worldometers, que disponibiliza estatísticas globais sobre a pandemia, o País contabilizou, até esta segunda-feira (3), 407 mil mortes por Covid-19, a segunda maior quantidade do mundo, atrás dos Estados Unidos (591 mil).

Autoridades brasileiras registram 14,7 milhões de infectados, o terceiro maior número de infectados, atrás de Índia (20,0 milhões) e EUA (33,1 milhões).

O Brasil demorou 149 dias para chegar as 100 mil mortes por Covid-19 e 152 dias para sair dos 100 mil para os 200 mil óbitos, de acordo com o portal G1. Em apenas 76 dias o País chegou a 300 mil e, depois, em 36 dias atingiu a marca dos 400 mil.

CPI da Covid

Membros da CPI da Covid no Senado irão ouvir nesta terça-feira (4) os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. No dia seguinte será a vez do general Eduardo Pazuello, que ficou à frente da pasta por dez meses. Na quinta-feira (6) serão ouvidos o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres.

No começo deste mês, o senador Jorge Kajuru (GO) divulgou uma gravação em que Bolsonaro revelou a intenção de mudar os rumos da CPI, com o objetivo de perseguir governadores e prefeitos, além de pedir impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.

Dos 11 senadores titulares da CPI, somente quatro são aliados do governo.

Repercussão:

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